25.6.09
24.5.09
João Bénard da Costa
«Há cinéfilos que são enciclopédias. Mas há enciclopédias cheias de anotações à margem, rasuras, exclamações, eram assim os seus textos, como se o único filme objectivo fosse o filme subjectivo, aquele que cada um viu.» |
P.S.: Do seu extraordinário trabalho, não podemos esquecer as suas crónicas! A Casa Encantada, a (re)visitar.
10.5.09
2.5.09
Herzog no Indie
Um breve excerto de Woyzeck, de Werner Herzog – um dos heróis independentes desta edição do Indie Lisboa. O festival termina amanhã, sendo novamente exibidos os filmes premiados. Para complementar a ampla retrospectiva da obra de Herzog programada no Indie, o BES Arte & Finança dedica a este realizador uma exposição onde podemos ver, entre outros, várias curtas-metragens e fotografias de rodagem. Esta mostra permanecerá até 22 de Maio, na Praça Marquês de Pombal - nº 3A, sendo a entrada gratuita.
A aura de realizador de extremos e aventuroso, capaz de defrontar todo o tipo de perigos para levar até ao fim os seus filmes, faz parte de um mito fascinante mas redutor. O próprio Herzog afirma ser sobretudo um “contador de histórias”. O seu olhar inconfundível sobre os cantos mais remotos e inóspitos do nosso planeta definem-no como um pesquisador de histórias, um explorador de visões apaixonado, guiado pela câmara em busca do momento de “verdade extática” escondida nos rostos, nos lugares e nas paisagens.
Sobre Werner Herzog, em www.indielisboa.com
O que é isto da Lomografia?
A Lomografia é uma maneira de estar, de viver, é integrar a fotografia no quotidiano, fotografar sem regras, sem preocupações com enquadramentos, sem olhar através da objectiva, fotografar intuitivamente, institivamente.
As Origens
Em 1982 um general russo maluco ordenou a produção em massa de máquinas fotográficas baratas à empresa LOMO, o seu objectivo era fazer propaganda ao estilo de vida da União Soviética através das fotografias tiradas pelas familias no seu quotidiano.
Mais tarde dois vienenses em Praga descobriram uma máquina LOMO e andaram por ali a tirar fotografias à toa. A ideia pegou e em 1995 nasceu a Sociedade Lomográfica que rapidamente começou a semear Embaixadas Lomográficas por aí e por ali. (Já há duas Embaixadas em Portugal, uma em Lisboa e outra no Porto)
Em Portugal
As Embaixadas Lomográficas de Lisboa e Porto promovem muitas vezes concursos durante os quais é possivel levar, mediante a entrega de caução, emprestada uma máquina para andar por aí a disparatar. Há sempre festas de entrega dos prémios, onde mesmo que não se leve nada para casa se pode passar uma boa noite e ver os trabalhos dos outros concorrentes.
As camâras que podemos encontrar nas Embaixadas parecem de brincar, são todas muito simpáticas e vêm do outro século, são baratas, okay, talvez não sejam assim tanto se pensarmos que são quase todas de plástico, lentes e tudo, muitas têm mil funcionalidades e adaptadores que se podem comprar à parte.
As 10 regras de ouro da Lomografia:
01 . Leva a tua Lomo onde quer que vás.
02 . Usa-a a qualquer hora do dia ou da noite.
03 . A Lomografia não interfere na tua vida, torna-se parte dela.
04 . Aproxima-te o mais possível do objecto a fotografar, se assim o desejares.
05 . Não penses …… lomografa.
06 . Sê rápido.
07 . Não precisas de saber antecipadamente o que fotografaste.
08 . Nem depois.
09 . Fotografa a qualquer ângulo.
10 . Não te preocupes com quaisquer regras.
Algumas Lomografias :
(retiradas do site da Embaixada Lomográfica Portuguesa e do site da Sociedade Lomográfica)




Acho que o movimento Lomográfico é também um movimento anti-digital, anti-pixel, anti-photoshop, é contra a era das fotografias nos pequenos ecrãs de telemóveis. Se agora a fotografia é acessivel a todos, de certo modo perdeu um pouco da sua magia. O que a Lomografia quer fazer é fazer renascer essa magia e devolvê-la a toda a gente.
Se quiserem saber mais vão ao site da Embaixada Lomográfica em Portugal e ao site da Sociedade Lomográfica.
26.4.09
Untraceable, 2008
Realizador: Gregory Hoblit
Este será talvez mais um filme de sexta-feira à noite, de sábado à tarde ou de domingo apenas, não é tanto um filme de acção, mas talvez de drama, crime, thriller, um filme de entretenimento que no entanto toca alguns assuntos que considero importantes, como prometido está aqui o trailer:
A história é no fundo simples: uma agente do FBI, Jennifer Marsh, (Diane Lane) investiga crimes na Internet. Durante o seu turno é feita uma denúncia por telefone de um site onde é mostrado, por vídeo e em directo, a tortura e assassínio de um gato. Posteriormente a parada aumenta e os torturados passam a ser seres humanos cujo tempo de vida é encurtado à medida que mais pessoas vão acedendo ao site ("Quantos mais virem, mais depressa ela morre.”). Os alvos deste assassino são as pessoas que colaboraram para a divulgação do suicídio do seu pai, transmitido num canal de televisão e divulgado na internet, bem como os agentes envolvidos na investigação. Escusado deveria ser dizer que a agente do FBI fica encarregue de encontrar o assassino e pronto, o final é um pouco óbvio de mais…
Não digo que seja um grande filme, não é. Tem pouca profundidade e é muito restrito. Tudo nele gira à volta da Internet e da tecnologia, tem uma visão um pouco unilateral da vida e da sociedade, mas não deixa de abordar questões muito importantes: o fácil acesso a documentos privados e informações pessoais, quer por parte das autoridades, quer por parte de criminosos; a falta de controlo sobre os conteúdos presentes na Internet; a diferença entre o que é socialmente aceite e o que não é poder não ser assim tão grande; o relacionamento não saudável com a Internet; e, por fim, a que penso ser a questão principal: a exploração da violência gratuita feita pelos meios de comunicação social sendo as audiências, o público, ou seja todos nós, disso cúmplices.
O método que o assassino utiliza para matar as suas vítimas põe-nos a nós, espectadores, utilizadores da Internet, num papel activo (que de facto temos na sociedade), responsabiliza-nos pelas mortes. O espectador confunde-se com o assassino, não sendo apenas um observador que consente mas, pelo contrário, desempenhando um papel activo. Quem será mais perturbado ou mais doente? O espectador que acede ao site mesmo sabendo que isso está a provocar a morte de uma pessoa ou o assassino que coloca a pessoa naquela situação? Será que as diferenças entre a transmissão da morte do pai de Owen Reilly e o site criado por este onde é mostrada a morte das vítimas em directo são assim tantas?
É posto em evidência uma vez mais o papel activo do espectador quando o assassino comenta no seu site (onde há minutos atrás tinha mostrado um vídeo onde aparecia a filha da agente Marsh): "Pensaram mesmo que ia deixar-vos fazer mal à menina?”
A morte do assassino é bastante irónica pois momentos antes ele mesmo estava a divagar sobre isso e sobre as futuras execuções que iriam ser transmitidas em directo por 10 dólares, acabando ele mesmo por ser executado em directo e de graça, o que é de imediato comentado no site por várias pessoas: "Hoje morreu um génio...”; "Graças a Deus que ele morreu”; "Como posso descarregar este vídeo?".
Tentativa de resumo: acho que este filme tenta despertar-nos para questões importantes, responsabilizar-nos em vez de nos deixar numa posição passiva, através do exagero, de uma hipotética situação levada ao limite das suas consequências, mas não sei se conseguirá fazer-nos dar mais do que uma volta na cama.
Owen Reilly: "- Se ninguém estivesse a ver, estarias sentado dentro de água. Mas toda a gente quer ver-te morrer e nem sequer te conhecem. Está tão rápido desta vez... Deve estar a passar de boca em boca, porque te deixei ficar com o crachá."
12.4.09
Henri Cartier-Bresson
Acho as suas fotografias muito tocantes, falam-nos dos movimentos de todos os dias e dos pequenos gestos quotidianos e vulgares com uma força enorme. Penso que essa força vem da intimidade presente no seu trabalho. Cartier-Bresson fotografa uma enorme diversidade de pessoas muito distantes de nós e também muito distantes umas das outras, quer pela época quer pela cultura em que estão inseridas, e mesmo assim há algo muito intenso que todas partilham umas com as outras e até connosco que observamos de longe ou talvez de não tão longe assim. Talvez seja aquilo a que chamam humanidade, os “locais que no fundo são iguais em todos nós”.
A ironia está muitas vezes presente no trabalho deste fotógrafo: o homem que conversa com o gato numa rua de Nova Iorque, as duas senhoras que caminham numa rua de Atenas por baixo da varanda de uma casa meio desfeita, o homem do qual apenas se vê uma perna e um braço a saírem de uma cela, as crianças que brincam nas ruínas de um edifício (numa das fotografias acima), o homem que observa uma paisagem na Suíça e que tem por cima da cabeça um peso ligado a um sistema de roldanas, os adolescentes aos beijos no meio das lápides...
Michael Brenson escreve, na introdução de um livro que tenho, (uma pequena compilação de algumas fotografias de Cartier-Bresson da editora Thames & Hudson) que Henri Cartier-Bresson faz questionar, com o seu trabalho, o conceito de arte como imposição de uma ordem por parte do artista. Fala das fotografias deste fotógrafo como se fossem o registo dos movimentos cegos do tempo, como se por acaso os componentes de um momento formassem uma ordem e o papel do artista fosse ter a sensibilidade para se aperceber desse momento e a técnica para o capturar.
Eu encontrei este fotógrafo por acaso, cruzámo-nos na sala, ele estava lá em cima da mesa e pumba! Acho que conheço muito pouco dele, apenas o álbum Des Européens (Europeus) e um quase nada mais. Espero ter-vos despertado a curiosidade, ou mais importante ainda, que as fotografias o tenham feito. Podem encontrar mais trabalhos deste fotógrafo no site da Magnum Photos.
“I’m after the one unique picture whose composition possesses such vigour and richness, and whose content so radiates outwards from it, that this single picture is a whole story in itself.”
H.C.B.
18.3.09
Slumdog Bilionare | 2008

Título em Português: Quem quer ser bilionário?
Realizador: Danny Boyle

Começa então o filme com três narrações paralelas: a do concurso de televisão, a história da vida dele e a da esquadra da polícia (que serve de ponto de ligação entre as três, pois nesta é vista uma gravação do programa e o jovem protagonista conta a sua história).
E Jamal fala da sua infância, de como cresceu com o seu irmão Salim num bairro de lata da Índia. Órfãos, a cuidarem de si mesmo sozinhos, passaram por aventuras trágicas. Os irmãos são quase o oposto um do outro. Apesar de terem crescido juntos, optam por caminhos diferentes e ambos prezam diferentes valores e fazem diferentes escolhas, que em certa altura os vão separar. Ocasião que faz com que Jamal guarde ressentimentos pelo seu irmão durante muito tempo. Mas Salim, que muitas vezes consegue ser bastante maldoso para o irmão, é bastante protector. Tenta defendê-lo até ao fim, tentando sempre certificar-se de que este vai ficar bem.
E fala da sua procura incessante por aquele que é o amor da sua vida: Latika, uma menina que conheceu na sua infância e que nunca mais conseguiu esquecer, chegando quase a ser esta busca o propósito da sua vida. Nunca tendo estado realmente muito tempo da sua vida com ela, o amor entre ambos é principalmente idealizado. É real quase apenas pelo facto de Jamal nunca desistir de tentar encontrar Latika.
Este trio é comparado, no filme, aos Três Mosqueteiros, um livro que os irmãos começaram a ler na escola, antes de partirem e da escola acabar. Jamal e Salim são então Athos e Porthos. Latika, aos olhos de Jamal, seria o terceiro mosqueteiro. Mas eles nunca souberam o nome do terceiro mosqueteiro.

E a história continua até que as três narrações se acabam por unir.
Vi este filme mesmo antes de ganhar os 8 óscares (Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Banda Sonora, Melhor Canção Original, Melhores Efeitos Sonoros) e gostei bastante. As corres, garridas, quentes, são fantásticas e a música também muito bonita, animada. A forma como a história é contada é muito engraçada e a história em si, o modo como todos aqueles acontecimentos da vida de Jamal se conjugavam, todos aqueles acontecimentos traumáticos, aquelas lembranças dolorosas o levaram a ganhar um grande prémio, achei fantástico.
O filme foi inteiramente filmado na Índia, o que lhe dá uma grande dose de realidade (Da realidade dos bairros de lata indianos), apesar de todo o romance idealista e de todas aquelas fabulosas coincidências – que não são coincidências, são o destino.
17.3.09
Der Himmel über Berlin (1987)
Realizador: Wim Wenders

Damiel e Cassiel são anjos que vagueiam invisíveis pela cidade de Berlim do pós-guerra ouvindo os pensamentos das pessoas com quem se cruzam. Para eles não existe tempo ou espaço, nem sentidos para além da visão. A sua existência é incompleta, são seres puramente espirituais, falta-lhes a dimensão mais suja da existência, falta-lhes talvez a própria existência em si... então escutam os pensamentos das pessoas, guardam-nas e alimentam-se das suas experiências.
Quando percebi de onde vinha a Cidade dos Anjos (City of Angel) (1998) tive pena de o ter visto. Foi um daqueles filmes lamechas de que até gostei, mas cuja profundidade se esgota rapidamente no amor entre um homem e uma mulher. Neste fil
me também essa questão estápresente: Damiel apaixona-se por uma trapezista de circo e é ela que o faz renunciar à eternidade. No entando há muitas outras questões que flutuam à volta deste tema central. Antes de tudo está: O que significa existir? O que é estar vivo?
Estes anjos mais se assemelham a fantasmas, encalhados na eternidade, a coleccionar breves instantes, flutuando sem para onde ir e sem de onde vir. Todos os planos que são observados sobre o ponto de vista de anjos são-nos mostrados a preto e branco, enquanto os planos filmados do ponto de vista de humanos nos são dados a cores e penso que isto mostra quão incompleta é a sua existência.

Há um verso que é intercalado com os momentos da acção em planos que mostram uma mão a escrever e se ouve uma voz (talvez fora de campo, talvez over, agora que percebi a diferença entre estas duas expressões nunca sei quando utilizar uma ou outra). Esse verso fala do Homem como criança, do Homem no início da vida ou no início dos tempos, desse lado mais inocente, das primeiras questões, as mais importantes e das quais nos esquecemos quotidianamente.
Gostei deste filme, (muito mais do que do primeiro filme que vi deste realizador The Million Dollar Hotel) mexe com questões que são comuns a toda a gente, mas que nem toda a gente tem coragem para assumir como suas e como sua a responsabilidade de encontrar as respostas.
“- É fantástico viver espiritualmente. Dia após dia testemunhar para a eternidade o que há de puro, de espiritual nas pessoas. Mas às vezes farto-me desta eterna existência de espírito. Nessas alturas gostaria de não pairar eternamente. Gostaria de sentir um peso que anulasse a infinidade e me segurasse à Terra. A cada passo ou a cada golpe de vento gostaria de poder dizer: "Agora, agora, agora" e não "desde sempre" ou "para todo o sempre".”
14.3.09
IndieLisboa'09
Em contagem decrescente para mais um Festival Internacional do Cinema Independente de Lisboa! Este ano o IndieLisboa, que decorrerá entre os dias 23 de Abril e 3 Maio, festeja a sua sexta edição e conta com algumas novidades.
Entre os nomes que farão parte do Júri Internacional de Longas Metragens encontra-se o Director do Festival de Cinema de Veneza, Marco Müller. Christoph Terhechte, Director do Fórum Internacional do Novo Cinema da Berlinale, a secção artisticamente mais prestigiada do Festival de Berlim é também uma presença confirmada. No que toca ao Júri Internacional de Curtas Metragens destaque para Peter Taylor, Programador de Curtas Metragens do Festival Internacional de Roterdão. Três presenças que, segundo a direcção do festival, vêm confirmar o impacto e reconhecimento internacional do IndieLisboa.
Outra importante novidade é a primeira extensão do festival, que será a Bratislava, capital eslovaca, onde serão exibidas um total de 9 curtas metragens portuguesas, na 2ª edição do Festival Internacional de Estudantes Early Melons. Outras extensões fora de portas estão previstas para este ano ainda. Liubliana, Istambul, Paris e Provincetown, nos Estados Unidos, serão as próximas cidades a receber ciclos de cinema com o carimbo do IndieLisboa 2009.
Sobre a edição deste ano podemos ainda acrescentar que os realizadores Werner Herzog e Jacques Nolot serão homenageados, sendo que ambos marcarão presença no Festival, e que o filme "Singularidades de uma rapariga loura", de Manoel de Oliveira, será exibido em antestreia nacional dias antes da estreia comercial nas salas de cinema, marcada para 30 de Abril. A sessão de antestreia, ainda sem data certa, decorrerá no cinema São Jorge, em Lisboa, e o cineasta deverá marcar presença.
6.3.09
«Era um cinema inconsciente.»
R. Rossellini
(extraído livremente de Roberto Rossellini e o Cinema Revelador, Edição Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema)
5.3.09
Wong Kar-Wai
Já realizou alguns filmes, dos quais destaco "A Fei Zheng Chuan" (Dias Selvagens) (1991), "Chung Hing Sam Lam" (Chunking Express) (1994), "Fa Yeung Ni Wa" (Disponivel para Amar) (2000) e "My Blueberry Nights" (My Blueberry Nights - O Sabor do Amor) (2007), provavelmente o seu filme mais conhecido (que resumido pela Isabel me pareceu um remake de Chunking Express, pelo que não cheguei a ver. É verdade que sou um pouco influenciável).1.3.09
MONSTRA | Festival de Animação de Lisboa
MONSTRA escolhe todos os anos um país para prestar homenagem e o de 2009 será a Suíça, sendo este e a sua cinematografia destacados ao longo do festival.
Poderemos então este ano assistir a uma Competição de Longas-Metragens de Animação, à Competição de Curtas-Metragens de estudantes e a uma Retrospectiva da Cinematografia Suíça. Será celebrado o 90º aniversário de uma das mais importantes escolas de arte do século, Bauhaus. Estão também programados vários workshops e master classes abertos a todos os interessados.
15.1.09
O que podem esperar deste blog (ou espécie de introdução)
O suděfamạ é um espaço dedicado à arte, em particular ao cinema, onde iremos divulgar filmes e eventos relacionados com a sétima arte, partilhar obras, perspectivas e reflexões, expor trabalhos e pesquisas feitos por nós, entre outras ideias que certamente surgirão.
Suděfamạ para ambos,
de todos.










